terça-feira, 21 de maio de 2013

SOS - Atividades 4 - Linux - Aula 4


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FAZER ATIVIDADE 4

Prof. Leopoldo

terça-feira, 14 de maio de 2013

SOS - Atividades 3 - Linux - Aula 3


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  • Aparência
  • Administração
  • Aplicativos
  • Gerenciador de Arquivos

FAZER ATIVIDADE 3

Prof. Leopoldo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SOS - Atividades 2 - Linux - Aula 2



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  • LINUX - Distribuições
  • A distribuição UBUNTU
  • Interfaces gráficas do LINUX
  • Usuários do LINUX
  • Vídeos relacionados na seção de Web TV

FAZER ATIVIDADE 2

Prof. Leopoldo

Sony vai fabricar PlayStation 3 no Brasil; console custará R$ 1.099


ALEXANDRE ORRICO
DE SÃO PAULO

A Sony anunciou nesta terça-feira (7), em um evento em São Paulo, que vai produzir o console PlayStation 3 em uma fábrica em Manaus.
A montagem do console no Brasil reduzirá o preço do console, que chegará por R$ 1.099 no modelo com 250 Gbytes --o preço do modelo importado era de R$ 1.499.

"O Brasil é um dos mercados mais importantes do mundo para a Sony", disse Mark Stanley, gerente da Sony Computer Entertainment America para América Latina.

Efe
Console PlayStation 3, da Sony
Console PlayStation 3, da Sony, seria vendido a R$ 1.499 se fosse importado

Com a produção nacional, jogadores poderão ter acesso completo a suporte técnico e mais facilidade na troca do produto em caso de defeito dentro da garantia.

Jack Tretton, executivo-chefe da companhia, disse que o PlayStation 3 já vendeu mais de 70 milhões de unidades no mundo e que a operação da Sony no Brasil cresceu 168% nos últimos 3 anos.

A iniciativa segue a decisão da rival Microsoft de produzir o videogame Xbox 360 no Brasil, que começou no fim de 2011 --a empresa conseguiu reduzir o preço do console de R$ 1.299, na versão mais básica, para R$ 799.

Os executivos também anunciaram que o game "The Last of Us", exclusivo para a plataforma PlayStation e que será lançado em junho, contará com dublagem em português.

Windows 8 deve mudar para agradar aos usuários insatisfeitos


BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Microsoft anunciou na semana passada números expressivos para comemorar os seis meses do Windows 8 nas lojas: foram 100 milhões de licenças vendidas.

No Brasil, as vendas de atualizações, que não incluem novos dispositivos, atingiram em três meses o mesmo número que o Windows 7 demorou um ano para alcançar.

Os dados, porém, não escondem os percalços do sistema que tem como missão carregar a empresa para um mundo com diferentes tipos de dispositivo.

As vendas de PCs não decolam, antigos parceiros da Microsoft criticam o sistema e usuários lutam para entender as mudanças.

Segundo a consultoria IDC, no primeiro trimestre deste ano, o mercado de PCs caiu 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

"Neste momento, está claro que o lançamento do Windows 8 não só fracassou em ajudar o mercado de PCs a dar um salto positivo como parece que o fez desacelerar", escreveu em comunicado Bob O'Donnell, executivo da IDC.

Por outro lado, em um ano, o mercado de tablets cresceu 142%, mas a participação do Windows foi discreta: magros 3,3%.

Desde janeiro, o fraco rendimento vem gerando reclamações por parte dos fabricantes de hardware.

"O momento difícil da companhia inclui a adoção incerta do Windows 8", escreveu a Dell no final de março em um comunicado ao SEC (U.S. Securities and Exchange Commission, a comissão de valores mobiliários americana).

Antes dele, JK Shin, novo executivo-chefe da Samsung, tinha declarado ao "Wall Street Journal": "Smartphones e tablets com Windows não estão vendendo bem. Na Europa, também temos uma demanda fraca por produtos com Windows."

Pior para a Microsoft é que algumas das mudanças não agradaram aos usuários antigos. A frustração pela ausência do botão Iniciar, presente desde o Windows 95, e a redução da Área de trabalho a uma espécie de aplicativo fizeram até com que desenvolvedores independentes criassem programinhas que driblam a nova interface.

CTRL+ALT+DEL

"De fato, existem usuários que se sentem mais confortáveis com a interface antiga. Tentaremos transformar a experiência em algo mais suave", diz Priscyla Alves, gerente-geral de Windows na Microsoft Brasil. "Mas estamos satisfeitos com o Windows 8."

As transformações devem ser vistas no final de junho, na conferência Build. No evento, a Microsoft apresentará o Windows 8.1, cujo codinome é Blue. A empresa não revela quais serão as novidades, mas algumas devem dar ouvido aos usuários.

Especula-se que o botão Iniciar retorne e que seja possível ligar o computador diretamente na Área de trabalho, o que seria um drible na nova interface.

O sistema também deverá incluir suporte a telas de sete e oito polegadas, o que permitiria à Microsoft competir no filão de tablets pequenos.

De acordo com a executiva brasileira, também devem aparecer melhorias em relação à eficiência das baterias das máquinas.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

SOS - Atividades - Linux - Aula 1


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  1. UNIX - História e Criadores
  2. LINUX - História e Criadores
  3. Características do sistema operacional LINUX
  4. Projeto GNU
  5. Licença GPL
  6. Estrutura de um sistema operacional
  7. Vídeos relacionados na seção de Web TV


FAZER ATIVIDADE

Prof. Leopoldo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que é e como funciona o ADSL?


Introdução

Há várias tecnologias que possibilitam acesso à internet. Uma das mais conhecidas é o ADSL. Sigla para Assymmetric Digital Subscriber Line  (algo como "Linha Digital Assimétrica para Assinante"), este padrão é bastante popular porque aproveita a infraestrutura da telefonia fixa, permitindo conexões velozes a preços relativamente baixos. Neste texto, você saberá o que é ADSL, entenderá como este padrão funciona, assim como conhecerá brevemente suas variações, como ADSL2ADSL2+ e VDSL.

O que é ADSL?

Quando a internet começou a se popularizar, a maioria das pessoas usava conexões dial up, conhecidas como "conexões discadas" no Brasil. Para isso, era necessário conectar o computador a um modem e este, por sua vez, a uma linha telefônica. Em seguida, o usuário tinha que utilizar um programa específico para discar ao número de um provedor de forma a estabelecer a conexão.
O problema é que conexões discadas oferecem muitas desvantagens: são lentas - por padrão, suportam até 56 Kb/s (kilobits por segundo) -, deixam a linha telefônica ocupada, estão sujeitas à tarifação convencional por minuto de uso e podem apresentar instabilidade, fazendo com que uma nova conexão tenha que ser estabelecida de tempos em tempos.
A tecnologia ADSL, cujo surgimento se deu em 1989, se mostra como uma alternativa viável porque também utiliza a infraestrutura da telefonia convencional (tecnicamente chamada de POTS, de Plain Old Telephone Service), mas o faz sem deixar a linha ocupada. Além disso, o padrão é capaz de oferecer velocidades de transferência de dados altas e a sua tarifação é feita de maneira distinta das chamadas telefônicas.
Na verdade, o ADSL não é um padrão único, mas sim parte de uma "família" de tecnologias chamada DSL (Digital Subscriber Line) ou apenas xDSL. Entre as especificações "irmãs" estão padrões como HDSL e VDSL, que também serão abordados neste texto.

Como serviços ADSL funcionam?

Ao utilizar uma linha telefônica comum, você sabe que, se alguém tentar te ligar naquele momento, a pessoa receberá um aviso dizendo que o seu número está ocupado. Da mesma forma, você não poderá utilizar esta linha para realizar uma nova chamada enquanto não sair da ligação que está em andamento. Sendo assim, como é que as tecnologias DSL conseguem estabelecer conexões à internet sem deixar a linha ocupada?
Na verdade, não há nenhuma "mágica" nisso. O que acontece é que, quando o telefone está sendo utilizado para uma chamada de voz, esta utiliza apenas uma pequena parte da capacidade de transmissão da linha. O que algumas tecnologias DSL fazem é justamente aproveitar a parte não utilizada.
Isso acontece porque, normalmente, uma chamada de voz - a parte POTS - utiliza uma frequência de onda muito baixa, entre 300 Hz e 4000 Hz. Trata-se de um intervalo que corresponde a uma faixa muita pequena da capacidade da linha. O restante pode então ser utilizado para aplicações que funcionam em frequências maiores. É neste ponto que as tecnologias DSL entram em cena.
A utilização do espectro livre, isto é, da parte não utilizada para POTS, geralmente é feita com a técnica FDM (Frequency Division Multiplexing - Multiplexação por Divisão de Frequência) ou com a técnica de Echo Cancellation (Cancelamento de Eco).
Com o FDM, parte do espectro livre é destinada ao envio de dados (upstream) e outra ao recebimento de dados (downstream), sendo esta última maior e dividida em canais menores mais e menos rápidos para melhor desempenho.
Já com o Echo Cancellation, as partes para upstream e downstream se sobrepõem no espectro, mas o uso de cancelamento de eco, procedimento que remove a "distorção" do sinal durante a transmissão a partir de cálculos de subtração, consegue "separá-las".
Como as tecnologias DSL são sistemas de transmissão e recebimento de dados que utilizam meios analógicos, faz-se necessário o uso de modulação, processo que, em poucas palavras, transforma dados e voz em sinais para tráfego em ondas de radiofrequência. Para este fim, o ADSL conta, essencialmente, com duas técnicas: a mais antiga é chamada de CAP (Carrierless Amplitude/Phase); a mais atual e mais utilizada comercialmente é denominada DMT (Discrete Multitone).
A modulação CAP, que normalmente utiliza a técnica FDM, "divide" a linha telefônica em três partes: uma que corresponde às chamadas de voz, outra que é destinada ao envio de dados (upstream) e uma terceira que é reservada ao recebimento de dados (downstream), sendo que as duas últimas formam a conexão à internet em si.
Por padrão, a faixa de voz vai de 0 a 4 KHz (4000 Hz), enquanto que o upload fica com a parte entre 25 e 160 KHz. A faixa do download, por sua vez, ocupa a maior faixa, começando em 240 KHz e chegando, no máximo, até a 1.550 KHz (normalmente indo até 1.100 KHz). Observe a imagem abaixo para compreender melhor:
Modulação CAP
Modulação CAP
Neste ponto, você já pode compreender o porquê do termo "Assymmetric" no nome do ADSL: este tipo de tecnologia é considerado assimétrico porque a taxa de download é comumente maior que a taxa de upload, uma vez que entende-se que a maioria das conexões mais recebe dados do que os envia.
Mas, como já informado, a modulação DMT é a mais utilizada, podendo usar tanto a técnica FDM quanto a técnica de Cancelamento de Eco. Nela, a linha telefônica também é usada tanto para voz quanto para dados, obviamente, com a diferença de a faixa de frequência - de 0 a 1.100 KHz, aproximadamente - ser dividida em até 256 canais, cada uma com largura de 4 KHz e espaçamento entre elas de 4,3125 KHz. A parte inicial desta divisão - os seis primeiros canais, normalmente - é destinada para chamadas de voz, ficando também um grupo responsável pelo upstream (geralmente, os canais de 6 a 30) e outro, maior, pelo downstream. No entanto, havendo uso de Cancelamento de Eco, os canais de upstream também podem ser utilizados para downstream, obviamente.
A técnica DMT ganhou preferência no mercado por oferecer melhor desempenho e maior resistência a ruídos (interferências) na transmissão. Um dos motivos para isso é o fato de cada canal ser monitorado. Os canais que estiverem, por algum motivo, operando com baixa qualidade, perdem prioridade na transmissão do sinal, trabalhando com menor quantidade de bits que os canais em melhor situação.

Modems ADSL

Em um acesso à internet via ADSL, a linha telefônica é, na verdade, apenas um meio de comunicação formado por um par de fios metálicos. A conexão em si acaba ocorrendo graças aos equipamentos utilizados tanto do lado do cliente (que solicita a conexão), quanto do lado do provedor (que estabelece a conexão).
No lado do cliente, um aparelho popularmente conhecido como modem ADSL é conectado aos fios de uma linha telefônica existente. Tecnicamente, sua denominação é ATU-R (ADSL Terminal Unit - Remote, algo como "Unidade Terminal ADSL - Remoto"). Esta conexão, por sua vez, não raramente é intermediada por um microfiltro de nome splitter, que tem a função de criar um canal para a ligação com o modem e outro canal para a comunicação com o aparelho telefônico.
Modem para ADSL
Modem para ADSL
Modem ADSL: traseira
Modem ADSL: o cabo cinza é conectado à linha telefõnica e o cabo amarelo a um roteador ou a um computador
Também é comum o uso de um microfiltro mais simples apenas na conexão entre a linha e o aparelho telefônico, com o modem conectado de maneira direta à rede telefônica. Em todos os casos, a ideia é a de evitar interferências nos e entre os canais de voz e dados, podendo também oferecer proteção contra descargas atmosféricas.
Microfiltro ADSL
Microfiltro ADSL
De um lado, o modem deve então ser ligado a um computador ou a um equipamento de rede, como um roteador Wi-Fi, para que os equipamentos ligados a estes tenham acesso à internet. Do outro, o dispositivo é conectado à linha para executar sua função de organizar o fluxo de dados para que a transmissão ocorra dentro das frequências estabelecidas para upstream e downstream.
Na ponta oposta da conexão está uma central telefônica (ou equivalente). Nela, o sinal de cada linha telefônica é "separado" com a ajuda de splitters, de forma que o que é voz seja enviado a uma rede PSTN (Public Switched Telephone Network) que trata deste tipo de comunicação e o que são dados sigam para um equipamento denominado DSLAM (Digital Subscriber Line Access Multiplexer).
Ilustração simplificada
 de uma conexão ADSL
Ilustração simplificada de uma conexão ADSL

DSLAM

Se o modem na residência ou escritório do usuário faz o papel de ATU-R, o DSLAM assume o lado oposto, sendo o ATU-C (ADSL Terminal Unit - Central, algo como "Unidade Terminal ADSL - Central"). Cabe a este equipamento concentrar os sinais digitais de várias linhas telefônicas (que atendem a um bairro, por exemplo) como se estas fossem uma só para conectá-las a um link de acesso à internet.
Para isso, cada DSLAM precisa se comunicar com um BRAS (Broadband Remote Access Server). Este equipamento tem entre as suas funções concentrar as conexões oriundas de uma ou mais DSLAMs e alocar endereços IP para cada linha que faz parte da rede. Tipicamente, a comunicação entre DSLAM e BRAS é via conexão ATM (Asyncronous Transfer Mode) ou por tecnologia Ethernet.
É importante frisar que o DSLAM não divide a velocidade do acesso entre as linhas. Em outras palavras, o acréscimo de uma conexão não afeta a velocidade das demais. Por outro lado, cada DSLAM - assim como cada BRAS - possui um limite para o número de conexões, sendo necessário aumentar a infraestrutura da rede para ampliar o número de usuários.
Há ainda uma variação deste equipamento chamada de Mini-DSLAM que tem uma proposta parecida, mas atende a um número menor de conexões. Estes dispositivos são interessantes porque custam menos e evitam desperdício em lugares em que não há grande demanda, como uma rua ou um condomínio residencial.
Equipamento DSLAM da Zhone Technologies
Equipamento DSLAM da Zhone Technologies

Limite de distância

Há um fator importante que pode limitar ou até mesmo impossibilitar a assinatura de um serviço de ADSL: a distância física entre o modem do usuário e o DSLAM, ou seja, entre o ATU-R e o ATU-C. Quanto mais longe um estiver da outro, menor qualidade e velocidade a conexão terá.
Por padrão, a distância máxima viável é de aproximadamente 6 quilômetros, podendo ser um pouco menor dependendo das características da região e da qualidade dos equipamentos. De qualquer forma, o ideal é que este intervalo não supere 4 quilômetros. É por isso que lugares com poucos habitantes ou muito afastados, como áreas rurais, não raramente são desprovidos de acesso à internet via ADSL.
Isso acontece porque o sinal que percorre a linha começa a se degradar sensivelmente a partir de um determinado ponto. Em outras palavras, as ondas eletromagnéticas que percorrem os fios perdem potência à medida que se afastam do ponto de origem, fazendo com que a conexão não consiga manter um nível de intensidade suficiente para suportar velocidades altas em distâncias maiores.

Versões do ADSL

Pode acontecer de uma operadora de telefonia oferecer um serviço de acesso à internet em determinada região como sendo ADSL, mas na verdade utilizar uma variação desta. Nada mais normal, afinal, assim como outras tecnologias, o ADSL também sofre revisões com o tempo com base em determinadas necessidades, como atender à demanda crescente de conexões com maior velocidade. A seguir, as principais versões.

ADSL

As especificações do que podemos chamar de "primeiro ADSL" foram ratificadas pela International Telecomunication Union (ITU) em 1999, recebendo a identificação  ITU G.992.1 (G.DMT). Também houve padronização pela American National Standards Institute (INSI) sob a identificação ANSI T1.413. Suas principais características incluem downstream de até 8 Mb/s (megabits por segundo) e upstream de até 1 Mb/s.
Posteriormente, houve uma versão chamada de ITU G.992.2 (G.Lite), que ficou conhecida também como ADSL Lite. Como o nome sugere, trata-se de uma versão simplificada da tecnologia. Sua principal característica é a de, pelo menos teoricamente, não exigir splitters ou semelhantes. Por outro lado, suas taxas de download e upload são de até 1,5 Mb/s e 512 Kb/s, respectivamente.

ADSL2 e ADSL2+

Em 2002, foram ratificadas as especificações do que ficou conhecido como ADSL2 (ITU G.992.3 / ITU G.992.4). Este padrão tem praticamente os mesmos princípios do ADSL, mas foi otimizado em vários aspectos: a modulação, por exemplo, é mais eficiente; além disso, o ADSL2 consegue melhorar o fluxo de dados trabalhando com cabeçalhos para sinalização com tamanho de 4 KB, sendo que no ADSL este parâmetro é fixado em 32 KB; existe ainda a possibilidade de uso da tecnologia IMA (Inverse Multiplexing for ATM), que permite o aumento da capacidade de tráfego com o acréscimo de uma ou mais linhas à conexão. Estas e outras características fazem com que esta versão consiga atingir até 12 Mb/s no downstream mantendo o upstream em até 1 Mb/s.
Outros dos fatores que contribuem para o aspecto da velocidade são o uso de uma técnica de "canalização", que permite a utilização de canais distintos da conexão para uso exclusivo de uma aplicação (por exemplo, para streaming, isto é, transmissão de vídeo e áudio) e a constante supervisão da comunicação, que ajusta as taxas de transmissão para evitar erros e perda de pacotes de dados.
O ADSL2 também se destaca por possuir melhor gerenciamento de potência, gerando economia de energia. Neste sentido, conexões do tipo podem contar com três modos de operação, podendo alternar entre eles automaticamente:
  • Modo L0 (Full On): neste, a conexão funciona à sua totalidade;
  • Modo L2 (Low Power): aqui, o nível de energia diminui, deixando a transmissão mais lenta. Útil para quando o usuário está baixando dados em quantidades pequenas;
  • Modo L3 (Idle): este modo funciona como uma espécie de "descanso" - a conexão permanece ativa, mas não transmite dados.
Em 2003, surgiram as especificações do ADSL2+ (ITU G.992.5), que por utilizar uma faixa de frequência maior, indo até a 2.200 KHz, pode alcançar até 24 Mb/s de downstream, mantendo, novamente, o upstream em até 1 Mb/s, existindo também uma variação (ADSL2+ MITU G.992.5 Annex M) que aumenta este último para até 3 Mb/s. O problema aqui é que velocidades altas só são alcançadas em distâncias de até 1,5 quilômetro. Mais do que isso a velocidade máxima cai consideravelmente, ficando em torno dos 4 Mb/s em distâncias de 3,5 quilômetros, aproximadamente.

RADSL

Sigla para Rate Adaptative Digital Subscriber Line, o RADSL é uma versão não muito conhecida do ADSL. Sua principal característica é o fato de o modem ser capaz de ajustar as taxas de download e upload automaticamente, tendo como base critérios como distância da central e a qualidade da transmissão em determinados momentos.
Por padrão, seus limites também são de 8 Mb/s no downstream e 1 Mb/s no upstream. A sua capacidade de ajuste automático faz com que o seu uso seja mais comum em conexões que não estão perto da central telefônica, desde que esta distância fique dentro de um raio de, no máximo, 6 quilômetros, tal como no ADSL.

Outros tipos de DSL

Como já você sabe, o ADSL não é um padrão único, mas sim parte de um conjunto razoavelmente grande de tecnologias DSL. A seguir, algumas das demais.

HDSL

Pode-se dizer que o ADSL, considerando também as suas variações, é a tecnologia DSL mais conhecida do mercado. No entanto, isso não quer dizer que foi a primeira a surgir: antes dela, por volta do final dos anos 1980, surgiu o HDSL (High Bit Rate digital Subscriber Line), cuja identificação é ITU G.991.1.
Trata-se de uma especificação que surgiu como opção na transmissão de dados em linhas telefônicas digitais dos tipos T1 e E1, sendo este último um padrão europeu também utilizado no Brasil. Entre as suas principais características estão o modo de operação full duplex (envio e recebimento de dados ao mesmo tempo) e transmissão simétrica: 784 Kb/s para downstream e outros 784 Kb/s para upstream, totalizando pouco mais de 1,5 Mb/s. Em linhas E1, este total pode chegar a 2 Mb/s. Em todos os casos, a distância máxima considerada é de aproximadamente 5 quilômetros.
A tecnologia HDSL acabou não se popularizando tanto quanto o ADSL por exigir o uso de dois pares de fios trançados (podendo chegar a três pares em linhas E1), ou seja, de duas linhas telefônicas simultaneamente, e também por não permitir chamadas de voz durante a conexão à internet, já que as faixas de frequência destinadas a este fim são utilizadas durante a transmissão de dados.
Posteriormente, surgiu uma variação chamada HDSL2 que mantém praticamente as mesmas taxas máximas de velocidade, mas utiliza apenas um par de fios.

SDSL

SDSL (Symmetric Digital Subscriber Line) é bastante parecido com o HDSL: tipicamente, transmite dados de maneira simétrica, possui taxas máximas de 1,5 Mb/s (T1) ou 2 Mb/s (T2) e não permite o uso de voz e dados ao mesmo tempo. Por outro lado, possui a vantagem de exigir apenas um par de fios, facilitando consideravelmente sua implementação. Além disso, a distância máxima de conexões do tipo tende a ser um pouco menor que no HDSL.

SHDSL

Sigla para Single Pair High Speed Digital Subscriber Line, o SHDSL foi ratificado em 2001, recebendo a identificação ITU G.991.2. Trata-se de uma tecnologia que também trabalha de maneira simétrica: caso utilize apenas um par de fios, conexões do tipo podem ter velocidade de até 2,3 Mb/s; com dois pares, este limite aumenta para até 4,6 Mb/s.
Com o SHDSL, também não é possível o uso da linha para aplicações de voz e dados ao mesmo tempo.

VDSL e VDSL2

Sigla para Very High Bit Rate Digital Subscriber Line, o VSDL (identificado como ITU G.993.1) é uma tecnologia reconhecida em 2004 que se assemelha ao ADSL, trabalhando, assim como este, de maneira assimétrica, utilizando mais frequentemente a técnica DMT e permitindo uso de voz e dados simultaneamente.
O seu diferencial está em sua capacidade de atingir taxas de transferência consideravelmente mais altas: até 52 Mb/s no downstream e até 16 Mb/s no upstream. A tecnologia também pode ser ajustada para trabalhar de maneira simétrica.
Em 2006, foi a vez do VDSL2 ser ratificado, recebendo a identificação ITU G.993.2. Esta versão pode atingir até 100 Mb/s no downstream e 30 Mb/s no upstream. Velocidades tão altas permitem inclusive que tanto o VDSL quanto o VDSL2 sejam utilizados para oferecer comunicação por voz, acesso à internet e assinatura de TV (IPTV) por meio de uma única linha telefônica.
Taxas tão altas são possíveis graças a uma combinação de fatores, como o uso de frequências maiores na linha telefônica - de até 12 MHz no VDSL e até 30 MHz no VSDL2 - e a combinação com outra tecnologia, como fibra óptica. Neste último caso, a estrutura da rede da operadora por estar quase que totalmente coberta por esta tecnologia, ficando apenas as últimas centenas de metros até o local do usuário conectadas pelo tradicional par de fios.
Falando em metros, a principal desvantagem das conexões VDSL e VDSL2 está justamente no aspecto da distância entre a central e a localização do usuário: normalmente, o limite suportado é de até 1,5 quilômetro, com o VDSL2 só podendo ter sua velocidade atingida em sua totalidade em um raio máximo de pouco mais de 300 metros.

Finalizando

Tecnologias DSL conseguem aproveitar a infraestrutura de telefonia e, por conta disso, permitir valores de assinaturas razoáveis, razão pela qual são amplamente utilizadas em várias partes do mundo. Estas características a tornam especialmente interessante em localidades que não contam com outras modalidades de acesso, como internet por rede de TV a cabo, por exemplo.
Por causa disso, veremos os padrões DSL ainda por um bom tempo no mercado, mesmo com o surgimento de tecnologias que conseguem oferecer velocidades e coberturas melhores, como asredes 4G LTE. Versões como o ADSL2+ e o VDSL2 são as apostas das operadoras para atender à demanda de taxas de transmissão de dados cada vez maiores.
http://www.infowester.com/adsl.php

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Samsung lança novos chips de memória


Por Vinicius Karasinski em 15 de Novembro de 2012
Samsung lança novos chips de memória(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
A Samsung acaba de anunciar a nova linha de chips de memória flash eMMC. Os novos dispositivos passaram a ser construídos com tecnologia de 10 nanômetros, a metade do tamanho da geração anterior.
Os chips eMMC Pro Class 2000 possuem 64 GB de memória e têm o tamanho físico 20% menor que os anteriores. Graças a isso, a produção também se tornou mais eficiente, chegando a um aumento de até 30%.
Os dispositivos possuem uma velocidade de escrita de dados de 2.000 IOPS (input/output por segundo) e uma velocidade de leitura de até 5.000 IOPS. Esses números são melhores que os da geração anterior, que marcavam 1.500/3.500 IOPS, respectivamente. Isso significa uma banda de até 260 MB por segundo para a leitura de dados e 50 MB por segundo para a gravação.
A nova leva de chips de memória da Samsung deve embarcar nos próximos tablets e smartphones que utilizam hardware da fabricante coreana.
Fonte: GizmodoEngadget


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Samsung: novo cartão de memória transfere 80 MB por segundo


Por Rafael Gazzarrini em 26 de Outubro de 2012

Samsung: novo cartão de memória transfere 80 MB por segundo(Fonte da imagem: Reprodução/Tomshardware)
Nesta semana, a Samsung revelou uma nova linha de cartões de memória, nomeada como Pro Series. Aparentemente, a novidade é o novo carro-chefe da empresa neste segmento. Você pode encontrar produtos de 16, 32 e 64 GB — sendo que eles transferem dados a uma taxa de 20, 40 e 80 MB/s, respectivamente.
Outro ponto positivo dessa nova linha é o fato de que ela é à prova de choque e de magnetismo, protegendo o produto contra danos que apaguem os seus arquivos. Além disso, também é possível comprar um MicroSD Pro Series de 8 GB por US$ 40 (cerca de R$ 80, sem impostos).
Os preços dos cartões Pro Series variam conforme a capacidade de armazenamento, sendo que o de entrada custa US$ 70 (R$ 140); o médio, US$ 120 (R$ 240); e o com maior memória, US$ 240 (R$ 480). Contudo, esses valores são aproximados e não levam em consideração as taxas brasileiras.
Fonte: TomsHardware


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Tudo o que você precisa saber sobre cartões de memória


Por Wikerson Landim em 18 de Outubro de 2012
Tudo o que você precisa saber sobre cartões de memória
SD, miniSD, microSD, xD, Memory Stick e MMC. Esses são apenas alguns dos tipos de cartão de memória que você pode encontrar por aí no dia a dia. A quantidade de formatos é imensa e, por conta disso, é natural que você fique na dúvida na hora de adquirir um modelo para uso cotidiano.
Antes da compra de um modelo, diversos fatores devem ser levados em consideração. Desde o aparelho que você utiliza até a finalidade de armazenamento, cada item deve ser analisado com cuidado para que você possa ter a melhor experiência possível com o equipamento que você tem em mãos.
Apesar da grande quantidade de informações – e do fato de elas serem muito similares e, por conta disso, parecerem em um primeiro momento um pouco confusas –, não há muito que temer. O Tecmundo explica agora para você tudo aquilo de mais importante que você precisa saber sobre o assunto.

Entenda como os cartões funcionam

Diferente do que acontece nos discos rígidos, em que o processo de gravação de informações é mecânico, os cartões utilizam a chamada memória flash. Também conhecida como armazenamento sólido, esse tipo de técnica de gravação e leitura acaba gerando equipamentos mais resistentes a impactos, mais velozes na transferência de dados e com maior durabilidade.
Tudo o que você precisa saber sobre cartões de memória(Fonte da imagem: Reprodução/Revista Escola)
O procedimento de gravação e leitura é bastante simples. O sistema conta com dois transistores separados por uma fina camada de óxido de silício. Um dos lados funciona como uma porta de controle, ativando as células da memória e fazendo a leitura de dados. Já o outro é uma espécie de porta flutuante, armazenando as informações.
A corrente elétrica passa de um lado para outro e uma tensão aplicada na porta de controle puxa os elétrons para a porta flutuante. Esse processo todo é bastante durável: estima-se que um dispositivo possa ser regravado pelo menos 100 mil vezes – o que, convenhamos, é uma marca que você deve demorar um bom tempo para atingir.

Principais tipos de cartão

Infelizmente, a padronização de formatos não é uma das características desse segmento de mercado. Por conta disso, como você pode perceber na tabela acima, existem dezenas de tipos de cartão de memória. Cada um deles tem tamanho diferenciado e características específicas de velocidade de transferência de dados e capacidade de gravação.

Secure Digital (SD)

Um dos formatos mais conhecidos dos consumidores, os SD acabaram se destacando por estarem presentes em tablets, smartphones e câmeras digitais de mais de 400 marcas. Embora existam mais tipos, eles estão disponíveis basicamente em três formatos, sendo que os menores são compatíveis com os slots maiores por meio de adaptador.
Se a questão do tamanho entre o SD (32 mm x 24 mm), o miniSD (21,5 mm x 20 mm) e o microSD (15 mm x 11 mm) é fácil de ser percebida, outros itens importantes também devem ser levados em consideração antes da compra: os dois principais são espaço de armazenamento e velocidade de gravação.
  • Espaço de armazenamento
Basicamente, há três tipos de definição entre os cartões SD: o modelo-padrão, conhecido como SD Standard, alcança apenas 2 GB de armazenamento. Já o SDHC (siga para Secure Digital High Capacity) consegue armazenar até 32 GB de conteúdo. Por fim, o SDXC, padrão mais recente entre os cartões, já pode ser encontrado em versões de até 256 GB.
Tudo o que você precisa saber sobre cartões de memória(Fonte da imagem: Reprodução/SDCard)
  • Velocidade de gravação
Este é um dos itens em que os consumidores menos prestam atenção, mas, se você pretende fazer um uso profissional do seu cartão, é de extrema importância ficar ligado a ele. A indicação de velocidade de leitura de um cartão é mensurada por classes. Existem cinco padrões de velocidade e cada um deles diz respeito a um uso ideal.
  • Classe 2: atinge velocidades mínima de 2 Mb/s e é ideal para gravação de vídeos em definições-padrão. Se a qualidade final da imagem não é um problema para você, essa solução mais barata pode suprir as suas necessidades.
  • Classe 4: atinge velocidade mínima de 4 Mb/s e é o modelo mais indicado para gravação de vídeos em HD (resolução de 720p).
  • Classe 6: atinge a velocidade mínima de 6 Mb/s e também é indicado para a gravação de vídeos em HD. O ganho real em relação à Classe 4 é pequeno, mas na prática a versão garante um pouco mais de segurança para o usuário.
  • Classe 10: atinge a velocidade mínima de 10 Mb/s, sendo o formato mais apropriado para vídeos em Full HD (1080p).
  • UHS Speed Class 1: atinge a velocidade mínima de 10 Mb/s, mas seu uso é mais restrito. Ideal para quem pretende gravar vídeos de longa duração ou pretende fazer transmissões em tempo real.

Mas preste atenção

Antes de escolher o cartão com mais espaço e maior velocidade de gravação, é preciso ficar de olho no equipamento que vai recebê-lo. É comum, por exemplo, que um aparelho não seja compatível com as classes mais altas ou com os modelos de maior espaço de armazenamento. Por conta disso, preste atenção às instruções do fabricante.
Da mesma forma, alguns aparelhos indicam requisitos mínimos com relação ao cartão de memória que vão receber. Ou seja, para não acabar comprando um produto e inutilizá-lo depois, siga as orientações do manual de instruções.

CompactFlash (CF)

Subdivididos em tipo 1 e tipo 2, os CompactFlash são fabricados pela SanDisk e podem armazenar até 256 GB de conteúdo. Você pode identificar a diferença entre eles pelo tamanho: o tipo 1 é mais fino, com 3,3 mm de espessura. Já o tipo 2 tem espessura de 5 mm e, por conta disso, não é compatível com os slots do tipo 1.
Tudo o que você precisa saber sobre cartões de memória(Fonte da imagem: Reprodução/TMCNet)
Além do formato, você deve prestar atenção às mesmas duas características: capacidade de armazenamento e velocidade de gravação. No primeiro caso, basta ficar atento ao número mesmo – tanto do conteúdo do cartão quanto do limite suportado pelo seu aparelho.
Já a velocidade de gravação é apresentada de outra forma. Você precisa ficar atento à especificação numérica seguida da letra “X”, sendo que “1x” equivale a 150 Kb. Desse modo, você pode encontrar modelos com a indicação “2x”, “4x”, 8x”, e assim por diante. Quanto maior o número, maior será a velocidade de gravação e, consequentemente, melhor será a qualidade final.

Memory Stick e outros formatos

Além desses dois formatos, que podem ser considerados os principais, o mercado de cartões de memória ainda conta com outros tipos, alguns exclusivos de fabricantes específicos. A Sony, por exemplo, utiliza o formato Memory Stick em muitos dos seus produtos.
A quantidade de modelos é maior e os tamanhos são variados. Mas, para facilitar as coisas, você deve ficar de olho em duas nomenclaturas básicas: quando você ler em um cartão o termo “PRO”, trata-se de um cartão com maior quantidade de armazenamento. Já quando você ler o termo “Duo”, trata-se de um cartão com tamanho menor.
Outros formatos conhecidos dos consumidores, mas já caindo em desuso, incluem ainda o SmartMedia, da Toshiba, e o xD Picture Card. O primeiro não está sendo mais utilizado pela sua baixa capacidade de armazenamento – uma vez que chega a apenas 128 MB de espaço. Já o segundo, criado pela Fujifilm em parceria com a Olympus, perdeu seu espaço.
Os cartões do formato xD continuam sendo fabricados, mas as próprias empresas deixaram de fabricar aparelhos compatíveis única e exclusivamente com esse formato. Ou seja, a “morte” do formato é hoje uma questão de tempo.


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Para que serve cada uma das memórias do meu gadget portátil?


Por Lucas Karasinski em 8 de Novembro de 2012
Quando você se depara com as configurações de hardware de alguns tablets e smartphones, pode até mesmo pensar que está olhando para as características de um computador de mesa – tudo graças à grande e rápida evolução desses aparelhos digitais.
E se já existem processadores gráficos dedicados, saídas HDMI e chips de quatro núcleos, a memória desses gadgets portáteis também cresce. São dezenas de gigabytes que ainda podem ser expandidos por meio dos cartões externos. Além disso, outro tipo de memória também ganha atenção no desenvolvimento desses aparelhos: a memória RAM.
Contudo, nós nunca estamos satisfeitos. Por mais que haja espaço de armazenamento, sempre é possível esgotar com tudo isso rapidinho. Dessa forma, saber balancear o uso das memórias do seu aparelho é tarefa fundamental para tirar o melhor proveito do gadget.

Por isso, vale a pena conhecer um pouco o funcionamento dessas partes do hardware e, de quebra, conferir algumas dicas de como distribuir os seus dados entre as memórias interna e externa do seu portátil.

Memória RAM

Antes de saber onde gravar os seus arquivos, é importante conhecer a função da memória RAM, uma vez que ela é uma das partes mais importantes de um tablet, smartphone ou mesmo um computador tradicional.
Para que serve cada uma das memórias do meu gadget portátil? [ilustração]Aparelhos cada vez mais poderosos (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)
Ela surge como um braço direito da CPU e é fundamental para que o seu processador consiga trabalhar com toda a eficiência possível, pois, apesar de ele ser o cérebro de todas essas máquinas, o chip não conta com grande capacidade de memória.
Com isso, ele busca o auxílio de outros recursos – e é a RAM que vem para ajudá-lo nesse processo. É nessa memória que ficam armazenadas as informações que estão sendo utilizadas no momento pelo processador. Quando você executa um aplicativo em seu smartphone, o software do Baixaki, por exemplo, ele primeiro é rodado pela CPU e “jogado” na memória RAM, para só depois ser mostrado para você.
Quanto mais pesado for o programa, de mais RAM ele precisa para ser rodado sem que haja travamentos ou diversos outros problemas. Além disso, quanto mais memória RAM você tiver, mais softwares o seu gadget poderá rodar simultaneamente.
Para garantir eficiência, essa memória é “limpada” a todo o momento pelo sistema operacional, sempre que você fecha algum aplicativo e o gadget não precisa mais acessar determinadas informações. problema é que, em alguns casos, certos programas insistem em continuar em execução.
Para que serve cada uma das memórias do meu gadget portátil? [ilustração]
Com os teimosos, às vezes é preciso lançar mão de atitudes mais drásticas, como forçar o fechamento manual de tais aplicativos. Em alguns desses casos, o “Gerenciador de tarefas” dos aparelhos é suficiente, porém, na maioria das vezes, você precisa utilizar um software específico.
Appkik é um bom exemplo de “Task killer”. Ele funciona como um eficiente faxineiro dentro do seu aparelho Android. Basta executá-lo para encontrar uma lista dos programas em execução, e tudo o que você precisa fazer é determinar aqueles que deseja fechar.

Memória interna

A memória interna é o principal compartimento de armazenagem do seu aparelho. Como ele vem “de fábrica” dentro do gadget, ou seja, é construído e fica juntamente com o resto do hardware “original”, o acesso às informações gravadas ali é mais rápido e eficiente, pois há menos etapas a serem cumpridas.
Quando você liga o aparelho, automaticamente tudo o que há nessa memória já é reconhecido pelo sistema operacional. Além disso, os programas que executam junto com o SO também já são iniciados automaticamente, como antivírus ou softwares de sincronização, como o Gmail, o Facebook ou o Twitter.
No Android, por padrão, praticamente tudo o que você baixa pela Google Play é instalado nessa memória. A exceção fica por conta de alguns poucos aplicativos e downloads realizados em sistemas mais recentes (a partir do Froyo). Isso significa que, quanto mais programas você pegar, cada vez menos espaço de armazenamento interno o seu aparelho terá. Isso pode render dois grandes problemas: falta de lugar para novos aplicativos e lentidão do seu gadget.
Para que serve cada uma das memórias do meu gadget portátil? [ilustração]
Essa segunda dor de cabeça aparece porque a memória interna também é utilizada para o armazenamento do cache, ferramenta que funciona auxiliando a memória RAM. Quando você abre as suas músicas, por exemplo, o aparelho precisa armazenar temporariamente no cache a sequência das suas playlists ou os títulos das canções e álbuns que você está ouvindo. Como a quantidade de informações é muito grande, a memória RAM não é suficiente – e o cache surge como a solução.
Por isso, o recomendado é que você sempre deixe pelo menos 30% do espaço total livre, tudo para que o sistema possa criar essa “reserva”. Isso colabora para que o seu aparelho mostre desempenho muito mais eficiente. Há também programas que limpam o cache do aparelho, como o Cache Cleaner fácil, que realiza esse trabalho em poucos toques.

Memória externa – cartão SD

A tecnologia de acesso envolvendo os dados da memória interna e da memória externa é bastante parecida, porém, no SD, a leitura dos arquivos é feita de forma alternativa. Aqui, ela acontece quase que totalmente sob demanda.
Dessa forma, o que há no cartão é “montado” somente após tudo o que está gravado no armazenamento interno, pois é lá que estão os dados considerados como prioridade no Android. Assim, determinados arquivos até serão lidos, mas não executados, como arquivos de mídia por exemplo. Somente quando você apertar em algum programa ou arquivo é que ele será, de fato, acessado pelo sistema.
Novos cartões microSD da Samsung são os mais rápidos do mundo(Fonte da imagem: Reprodução/Engadget)
Basta lembrar-se de quando você insere um pendrive no computador, por exemplo. Apesar de o novo “drive” ser rapidamente reconhecido pelo sistema operacional, ele só será acessado quando você requisitar.
Por tudo isso, muitos programas são impedidos pelo Android de serem gravados diretamente no cartão externo. Aplicativos de sistema, por exemplo, não podem ser armazenados ali. Além disso, muitos softwares pagos também apresentam essa restrição, pois, segundo os seus desenvolvedores, isso tornaria a realização de cópias ilegais muito mais fácil.

O que mandar para o cartão de memória

Mas, então, para que eu tenho um cartão de memória no meu smartphone? Bem, apesar de nem todos os programas poderem ser transportados para fora da memória interna, ainda há alguns que permitem essa transferência. Assim, você pode lançar mão disso para liberar espaço na memória interna do seu gadget.
Apesar de alguns programas (como o AppKik citado acima) já contarem com a função de mover aplicativos para o cartão externo, você pode utilizar uma ferramenta específica para isso, comoApp 2 SD, por exemplo. Contudo, fique atento ao fato de que mesmo os softwares que permitam a sua transferência para a memória externa ainda terão dados gravados na memória principal do seu gadget.
Além disso, é preferível que você mantenha no cartão externo dados que não são acessados o tempo todo por você, jogos nos quais você só entra de vez em quando, por exemplo. Fotos, vídeos e arquivos de mídia em geral também devem ser gravados nessa memória, liberando o armazenamento interno para softwares do sistema e programas que necessitam de acesso rápido por parte do sistema operacional.
Ilustração: André Kranz


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